O corpo como capital - estudos sobre gênero, sexualidade e moda na cultura brasileira - 3ª edição

 

Autora: Mirian Goldenberg

 

Este fascinante livro trata o corpo como um capital. E como todo capital, ele precisa ser cuidado, preservado e posto em movimento para dar dividendos. Mas não se trata de um corpo qualquer, mas o corpo do homem e da mulher brasileiros. Em nossa cultura, o corpo tem um papel central. Isso transparece no modo como caminhamos, gingamos, rebolamos, movimentamos a cintura, jogamos futebol, brincamos o carnaval, dançamos e praticamos a capoeira. A centralidade do corpo também está presente na preocupação quase obsessiva que temos em relação a não envelhecer, o que se traduz em malhar, vestir-se bem, submeter-se a operações plásticas.

 

A organizadora de O corpo como capital: estudos sobre gênero, sexualidade e moda na cultura brasileira é Mirian Goldenberg, professora do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e uma das mais destacadas antropólogas brasileiras, cuja obra sobre gênero, sexualidade, família e conjugalidade tem repercussão internacional. Depois de ter escrito e organizado livros clássicos como Toda mulher é meio Leila Diniz, A outra, Nu & Vestido, De perto ninguém é normal, e Infiel, Mirian decidiu investigar um tema central para entender o Brasil: por que o corpo ocupa uma posição tão central na construção da identidade do brasileiro?

 

Neste livro, ela reúne uma série de pesquisas feitas no Rio de Janeiro por orientandos seus, todas focadas na questão do corpo na cultura brasileira. Os temas escolhidos são fascinantes. A pesquisa de Mirian Goldenberg, que abre o livro, analisa a construção do corpo feminino e masculino numa cultura que transforma corpos “naturais” em corpos cultivados, moldados e esculpidos. Marisol Goia mostra como e porque o bairro de Ipanema é considerado um emblema da cidade do Rio de Janeiro e, por extensão, do Brasil. Cláudia da Silva Pereira analisa adolescentes femininas de camadas médias e como elas utilizam o termo “patricinha” como forma de classificar e hierarquizar a si mesmas. Olivia von der Weid descreve a experiência de casais adeptos da troca de parceiros. Andréa Osório analisa a tatuagem de amor: o registro na pele do nome, das iniciais ou do rosto da pessoa amada. Cesar Sabino discute os sentidos dados por homens e mulheres à cor do cabelo. Mariana Massena fala sobre a estética da sedução na dança de salão. Finalmente, Rodrigo Rosistolato toma por objeto o desenvolvimento de um projeto de orientação sexual numa escola do Rio de Janeiro.

 

Cada capítulo desta obra merece ser saboreado e apreciado com os olhos e a cabeça. O resultado é magnífico, e o livro deve ser lido por todos que querem entender nossa sociedade e sua preocupação com o corpo.

O corpo como capital - estudos sobre gênero, sexualidade e moda na cultura...

REF: 0086
R$48.00Preço
  • ISBN: 978-85-68552-19-3
    Nº páginas: 200
    Medidas do livro: 16x23 cm 
    Peso: 0,365 kg 

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